Berçário: afeto e desenvolvimento para os bebês, confiança e segurança para a família

 

 

Matricular um bebê no berçário é uma escolha que tende a agregar possibilidades ao desenvolvimento infantil. Mas, antes de inscrever seu filho, é importante atentar para o estilo de educação que a família pratica fora da escola. Também é necessário checar a qualidade que o ambiente do berçário pode oferecer, a fim de potencializar o desenvolvimento do bebê de maneira natural, respeitando seu ritmo e individualidade.

O berçário da Trilha ocupa um espaço amplo, seguro e acolhedor e conta com uma equipe de berçaristas capacitadas para desenvolver atividades adequadas à faixa etária. Seu diferencial consiste no acompanhamento diário da Coordenação Pedagógica e da terapeuta ocupacional pós-graduanda em Neurociência e Educação, Larissa Porto.

Larissa, que pesquisa e está constantemente atenta aos aspectos do desenvolvimento infantil, afirma que é primordial oferecer um ambiente rico em estímulos e garantir que estes estejam adequados ao público atendido. “O terapeuta ocupacional tem a função de avaliar as atividades que serão oferecidas, fazer as adequações necessárias, pensar em materiais ricos em estímulos sensoriais, capacitar a equipe de berçaristas e acompanhar o desenvolvimento de cada bebê durante seu percurso no berçário”, explica. Os resultados são apresentados aos pais ao final de cada trimestre, como forma de esclarecer sobre o trabalho realizado diariamente e incentivar sua participação no desenvolvimento infantil.

Para realizar o seu trabalho, a terapeuta ocupacional da Trilha utiliza o instrumento de avaliação Denver II, que mede o desenvolvimento infantil a partir da aquisição de habilidades pessoais e sociais, coordenação motora fina e grossa e linguagem. Segundo ela, esse instrumento possibilita acompanhar o desenvolvimento da criança de zero mês aos seis anos de idade. O Denver II é utilizado ainda para avaliar a qualidade do ambiente de estimulação do berçário e identificar se os bebês estão adquirindo as habilidades esperadas de acordo com cada faixa etária.

“Sabemos que a primeira infância é o período em que o cérebro tem maior neurogênese, ou seja, potencial máximo de aprendizagem e maior capacidade de formar novas conexões neuronais. Partindo desse princípio da neurociência, oferecer estímulos adequados aos bebês, principalmente sensoriais e contextualizados, dentro da rotina de cuidados, possibilita maior desenvolvimento cerebral, preparando esse cérebro para os desafios de aprendizagem da vida futura. A partir do desenvolvimento sistematizado de determinadas habilidades, é possível criar conexões fortes, com impactos observáveis até a vida adulta”, detalha.

Por isso, estabelecer uma relação de confiança entre a equipe do berçário, a criança e a família é fator-chave para educar crianças felizes e, assim, tornar os pais mais confiantes e capazes de promover o desenvolvimento de seus filhos. “Com esse vínculo fortalecido, é possível atingir os objetivos desejados dentro das diretrizes da escola, sempre de acordo com sua missão e valores”, acrescenta.